GUIMARÃES ROSA: um escritor de nossas raízes.
Caros,
Realizaremos, no dia 20 de setembro (2008) um expedição literária para comemorar os 100 anos de nascimento do escritor Guimarães Rosa.
Haverá ônibus para os participantes.
Ricardo Cortazzi-animador cultural
SESC Bauru (SP)
Tel (14) 3235-1784
A Cidade e a Escrita
A percepção do ambiente numa confluência com a literatura. Através da leitura de contos de Guimarães Rosa, os participantes da expedição poderão vivenciar uma experiência estética que alia imaginação literária e paisagens. Com poeta, escritor e crítico literário Elson Teixeira Cardoso.
Leitura do conto Soroco, sua mãe e sua filha, na antiga estação do asilo Aimorés.
Leitura do conto São Marcos, no Jardim Botânico de Bauru.
Grátis. Vagas limitadas. Informações e inscrições antecipadas na Central de Atendimento.
20/09, sábado. Às 13h.
Apresentação do documentário A João Guimarães Rosa (direção: Roberto Santos e Marcello G. Tassara. 1968, 13 minutos), que capta imagens do sertão mineiro (tipos humanos, aspectos geográficos, afazeres domésticos) e narra trechos do romance do Grande Sertão: Veredas.
Grátis. Vagas limitadas. Informações e inscrições antecipadas na Central de Atendimento.
27/09, sábado. Às 13h - Múltiplo-Uso 2.
Escrito por Luiz Viola às 08h30
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Em cidade do Inferior de São Paulo, é “proibido” morrer no fim de semana.
Os cidadãos de Lagoinha, pequena cidade do Interior de São Paulo, na microrregião de Paraibuna - Paraitinga, que morrerem aos fins de semana terão que esperar até a segunda-feira para serem enterrados. Em comunicado oficial, a prefeitura proibiu, desde 21 de agosto, que o único coveiro da cidade faça horas-extras e trabalhe aos sábados, domingos e feriados. "Estão suspensos os plantões dos fins de semana no cemitério devido ao baixo índice de mortalidade em nosso município, desobrigando vossa senhoria de permanecer à disposição dessa municipalidade nesse período", diz o comunicado assinado pelo encarregado do departamento de pessoal da prefeitura. A medida provocou revolta no funcionário e também na população de cerca, que agora passou a ter medo de morrer aos fins de semana.
De acordo com o Sindicato dos Servidores Públicos do município, a prefeitura suspendeu os plantões do coveiro e do assistente dele para não pagar horas extras. Indignado, o coveiro, que é concursado e ganha um salário mínimo, fez um levantamento e constatou que as mortes ocorrem também aos sábados e domingos. "Não tem como prever isso. E se alguém morrer, como fazemos? Não é qualquer um que pode enterrar. Prestei concurso para isso, tem técnica, não é assim que funciona", desabafou Soares.
Segundo o presidente do sindicato, a falta de pagamento de horas-extras por parte da administração municipal obrigou a entidade a mover uma ação contra a prefeitura e a Justiça do Trabalho obrigou-a a fazer o pagamento. "Foi depois disso que eles mandaram o comunicado. Um absurdo."
O prefeito confirmou a ordem, mas negou ter impedido que as pessoas morram aos fins de semana. "Posso garantir que se houver alguma morte; as pessoas serão enterradas e que, se for preciso, até eu faço o enterro", comentou. (AE)
O Violeiro arriscou e riscou um acompanhamento na viola:
Ei, seu moço, morra não,
lá na bela Lagoinha
que não tem autorização,
nem reza e ladainha
É que seu prefeito quer não
que se vá de repente
nem com hora ou marcação
‘que acabou o expediente
Seu prefeito diz que não
que vai enterrar todo mundo
seja rico fazendeiro
ou um pobre vagabundo
Ora seu prefeito
ponha mão na consciência
pra ser bom coveiro
tem que ter ciência
Seu prefeito quer festa
fazendo coisa que não presta
onde se viu se apropriar
do pobre a hora-extra?
Além de tudo seu prefeito,
tu és prefeito, não coveiro.
Assumir para si essa condição (sem ter sido aprovado em concurso),
é exercício ilegal da profissão.
Sabe disso, não ?
Luiz Viola
Escrito por Luiz Viola às 16h37
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