SEMANA DA PÁTRIA DE O VIOLEIRO
PROSA PATRIÓTICA Compadre, você sabe? I prosa: —A peonada toda ouviu um esbravejar lá para as bandas que margeiam o regato manso do Ipiranga. Foi o português, um tal de Pedro, o filho de João Sexto. E nessa hora que uma luz que nem sol brilhante acendeu o céu deste Brasilzão todo. —Acendeu o céu, compadre? —Maneira de dizer o grito da independência, compadre. É como falar que resgatamos a promissória para deixar a gente livre, ali no laço, domando no braço a fera. Desafiando até mesmo morrer! —Tudo pela nossa pátria amada, idolatrada, né mesmo, compadre? —Salve! Salve! —E a esperança veio em todo o Brasil, um sonho de amor! —Quanto entusiasmo! —É porque o futuro nos mostra que essa nossa pátria é mesmo grande, tão grande que brilha sempre o Cruzeiro do Sul nas noites, em todo lugar! —Dentre todos os países estrangeiros, adoro o Brasil, mesmo. —Amamos. —E é o Brasil que acolhe todo mundo. Gentilmente. —Pátria amada, esse Brasil! II prosa: —É, nosso Brasil está localizado em terra firme e sólida... —E temos um litoral extenso de muitas léguas. E esse marzão todo é manso e colorido, se compararmos com as praias de outros países. —É um dos maiores países da América, está ali. Destacado! —Outros povos chamam de Novo Mundo, nossa América. É sim compadre, não sabia? —É mesmo. O compadre tem razão. —Nossos lindos campos têm mais flores. —Nossas florestas têm mais vida. —É, compadre, nossa vida, por aqui, mais amores. —Rimou, compadre! Dê aqui um abraço! —Pátria amada, idolatrada, né mesmo, compadre? —Salve! Salve! —E esse eterno amor está ali na nossa bandeira. Está vendo, compadre? —Toda estrelada, bonita. —É o verde-amarelo, que parece nos dizer que nosso passado de glórias vai trazer um futuro de paz. —Mas se pisarem no nosso calo, compadre, vão ver que nós, brasileiros, damos um boi para não entrar numa briga, mas depois de dentro, damos uma boiada inteira para não sair dela! —E mostramos com quantos paus se faz uma canoa! —Tudo pela nossa pátria amada, idolatrada, né mesmo, compadre? —Salve! Salve! —Brasil! Desfecho das prosas: —O compadre reparou? Acabamos de destrinchar o Hino Nacional Brasileiro! —Vou compor uma moda de nossa prosa! —Toque aqui, Chico Manuel. —Toque aqui, compadre Osório! Por Luiz Viola
Escrito por Luiz Viola às 10h04
[ ]
[ envie esta mensagem ]
[ link ]
|